Conflito de interesses: o nepotismo na iniciativa privada

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Por Samuel Sabino

Um cenário comum em diversas empresas é o do nepotismo. Infelizmente, devido à falta de discussão da ética no meio corporativo, essa é uma clássica situação de conflito de interesses mal trabalhada e recorrente. Há uma falta de compreensão da situação e de como lidar com ela.

Importante deixar claro que não falo aqui de empresas familiares, algo muito comum em algumas redes de franquias, por exemplo. Isso é um modelo de trabalho onde não só a empresa, como o mercado com que ela se relaciona são cientes da situação da estrutura familiar, e possui uma dinâmica de relacionamento interna pronta a lidar com isso.

Falo da situação que envolve contratações privilegiadas através do “favor sanguíneo”, onde há um conflito de interesses entre o melhor para a empresa e o que é considerado um benefício particular a um membro da família, independente de suas habilidades para ocupar um cargo.

Quando há conflito de interesses, o benefício foge do fim último da empresa, que é se manter, ter lucro e crescer. Ele vem somente para a parte que age em favor próprio, no caso colocando alguém de sua família para trabalhar e dividir recursos e ganhos da empresa.

Claro que essa é apenas uma forma de conflito de interesses dentro das empresas, mas o escolhi como exemplo pela abrangência de sua discussão ética. Nesses casos, quando os interesses particulares de um elemento geram uma conduta viciosa ou danosa para a empresa, se deixa a imparcialidade, a justiça e a credibilidade de lado. Como consequência, há prejuízo.

Mesmo quando o contratado é bom profissional, ainda assim pode haver prejuízo para a empresa. Como a imagem da empresa fica, quando se sabe que aquele recém contratado só está ali por motivos de favoritismo, não ligados a suas reais capacidades? Acha que os clientes veem bem uma empresa que age assim? Acha que fornecedores confiam mais nela? E a equipe, como fica? Onde eles teriam confiança para apostar suas carreiras e dedicações? Com certeza não em uma empresa que pode deixá-los de lado em favor de um parente de funcionário em comando, simplesmente pelo fato de ele ser um parente.

Mas onde está a raiz do conflito de interesses? Justamente no momento em que o EU supera o NÓS como empresa. Evitar o duelo entre a vontade pessoal e a vontade da empresa é o ponto chave. Muitas empresas têm sérios problemas de conduta, mas nesse caso em específico, o problema é puramente daqueles que trabalham nela.

Se você, como funcionário, aceitou os termos e condições de trabalhar ali, seguindo aquele fim daquela empresa, enquanto se está dentro dela, seu dever é para com ela, não para consigo mesmo. O conflito de interesse parte da vontade. Na condição de profissionais, devemos prezar a postura correta e coerente.

O problema, e talvez a raiz do questionamento ético, é justamente que tudo parte da esfera pessoal em primeira instância. Não existe trabalhador que se levante pela manhã sem ir buscar o salário do sustento, da tranquilidade, da alegria. Tudo é motivado pelo EU. Tudo sempre é pessoal.

Porém, quando no mundo corporativo, o indivíduo assume a responsabilidade de agir de acordo com o grupo. É uma escolha consciente e racional. Ninguém é naturalmente profissional. Todos escolhem isso de maneira racional, pelos benefícios que o grupo traz no longo prazo. Escolhe-se a vontade da empresa sobre a sua própria, porque de certa forma foi sua vontade primária, e acima da atual, que escolheu estar naquela empresa. Foi sua escolha primeira que determinou isso.

Dentro de um regime democrático, o trabalhador está em uma empresa por uma necessidade ou até mesmo vontade maior do que a momentânea que gera o conflito de interesses. Logo, preservar a empresa é interesse primário do funcionário. Quando confrontado com a situação e conflito, a empresa deve ganhar, principalmente porque ela é quem garante a perpetração de seu contrato como assalariado.

É preciso produzir condutas de qualidade, esclarecendo os funcionários para buscar lidar com essas situações. No caso do nepotismo, o problema não é o parente em si como funcionário. Como dito antes, há empresas familiares que trabalham essa questão. O problema está na conduta de quem contrata.

Nesse caso, os motivos são o problema, já que quando há uma motivação baseada em competência, não importa o parentesco, mesmo que ele exista. Vê como o problema está mais ligado ao porque e não ao quem? Mas, como manter uma conduta ética sem o conflito de interesse, se quero contratar um parente, por competência, ou quero que ele também tenha uma chance no processo seletivo?

O grau de parentesco deve ficar claro desde o início. Se descobrirem mais tarde, isso pode gerar problemas. Uma saída saudável é contratar às claras, informando a empresa, avisando da capacidade do contratado, e até mesmo se retirar do processo de contratação para que a avaliação seja feita de forma imparcial por outro profissional.

Tudo é possível desde que certos princípios não sejam feridos. Está mais no como, na motivação e no processo, não na ação e contratação. Nepotismo é uma coisa, contratar um profissional que por acaso é seu parente é outra. O balanço entre pessoal e profissional é o que determina o conflito de interesse, é o epicentro da discussão.

É normal querer ajudar alguém da família, mas o fim último no momento é o bem estar do grupo empresa. Retirar-se do processo é realmente o melhor, e garante uma chance a esse profissional. Vê como é complexo? Como é difícil ponderar e absorver esse debate? É por isso que a ética como interiorização é tão valiosa para manter saudáveis as relações dentro das empresas.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

https://www.youtube.com/channel/UCzjnlMh7LBpUVkhieRDrOHw

Bioética Referencialista – Como pensar Eticamente

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Você sabe o que é Bioética? Já ouviu falar? Pois bem, no Programa Mercado Futuro, tivemos a oportunidade de falar da Bioética e o seu surgimento, assim como a contribuição da Bioética Principialista e Referencialista.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

Ética e Lei – Os caminhos da política

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

No programa Estadão Discute, da TV Estadão, falamos sobre a decisão do procurador-geral, Rodrigo Janot, em relação ao presidente Michel Temer. Abordando a situação ética do ponto de vista dos políticos.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

Sociedade e Cidadania – o caso do rapaz tatuado na testa – RIT-Jaqueline

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Na ocasião tivemos a oportunidade de um breve bate-papo sobre a Ética na Sociedade. Falamos sobre a injustiça, sociedade e cidadania. Como analisar o caso com lei, ética e suplício.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

Qual o dever do cidadão para com os políticos corruptos?

 

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Por Samuel Sabino

Recentemente, Joesley Batista, um dos donos do Grupo JBS, um dos maiores do ramo de processamento de carne no mundo, realizou uma delação que colocou em cheque o governo de Michel Temer, atual presidente da República. Apesar do tempo e esforço dispendido questionando Temer, foi o senador afastado Aécio Neves, que acabou se tornando o primeiro réu diante da denúncia. As gravações entregues a policia na delação mostram Aécio pedindo R$ 2 milhões a Joesley. Dinheiro que seria usado para pagar o advogado do senador afastado na sua defesa nas investigações que envolvem a Lava-Jato, em que também é investigado.

Todo o cenário envolvendo Aécio e diversos outros relacionados a crimes de corrupção, levantaram uma reflexão em mim sobre o papel do governo, do governante, do povo e da ética, sobretudo quando, em casos como esse, em que a lei se mostra insuficiente ou até mesmo impotente. Esse homem poderia ter sido presidente do país. Ainda é um senador. Seu comparsa, que entregou a delação mais comentada do momento, está refugiado nos Estados Unidos. Michel Temer ainda é presidente. Eu poderia estender essa lista infinitamente. Paulo Maluf foi condenado e voltou para a política, sendo bem aceito por seus eleitores, só para citar um caso de real condenação. O ex-presidente Lula também está sendo investigado, mas mesmo assim há quem o defenda com unhas e dentes para o cargo de presidente em 2018.

Quando uma nação inteira trabalha todo dia, paga seus impostos e contribui para sua sociedade, nada mais justo do que esses impostos e contribuições que, às vezes tornam a vida muito complicada, sejam usados para refletir benefícios para melhores condições de viver em seu país.  Cada valor pago carrega o custo do suor do trabalhador e deveria ser tratado com o respeito de se transformar em bem estar social, já que essa é a função do governo: liderar e transformar os recursos do povo em uma nação próspera e soberana.

Existe uma grande responsabilidade por parte dos políticos, já que o governo deve servir ao povo e não o contrário. Quando os governantes aplicam o fruto desse suor e trabalho de forma injusta, irresponsável, buscando o benefício próprio em detrimento do viver populacional, isso gera angústia, não só no cidadão, mas em toda a nação. A angustia está ligada à sensação de vazio quando se está em um estado negativo do direito de viver de cada ser humano. Ai está a conseqüência comum da corrupção.

“O povo não tem que temer seu governo, o governo é que tem que temer seu povo”. A citação retirada da adaptação cinematográfica da obra “V de Vingança” criada pelo quadrinista Alan Moore, ganhou as ruas junto da icônica máscara de Guy Fawkes nos protestos de 2013, onde cidadãos de todo o país foram às ruas para mostrar uma voz há muito esquecida pelo povo brasileiro. Infelizmente, essa voz parece ter se calado novamente, pois apesar de alguns focos isolados e tolas brigas partidárias, toda a sujeira que cria uma crosta de corrupção e crime que infecta o governo de nosso país, continua a se proliferar. Parece que criminosos que roubam milhões e comandam o país não são tão relevantes quanto alguns centavos a mais em uma passagem de ônibus.

Apesar da óbvia situação, o povo vira o rosto e aceita, mesmo quando lutaram tanto por alguns centavos. Percebe a repetição? Não é um partido, um caso, um político ou um cargo específico. A corrupção está em toda parte nas esferas governamentais. A Justiça, além de lenta, por inúmeras vezes fecha os olhos para a volta dessas mesmas figuras ao poder. Isso quando ela não é mudada, distorcida para criar uma forma “legal” de ser corrupto. Aécio Neves estava trabalhando intensamente nos bastidores do Congresso para aprovar uma lei de anistia ao caixa 2 eleitoral. Quando a lei é escrita pelo criminoso, a vítima sofre a pena. O povo só teme seu governo. Só passa fome, frio, trabalha como louco e deve a vida e a felicidade a esse tipo de pessoa. Não está na hora de tomar as rédeas e responsabilidade?

Onde está “o gigante adormecido”? A moral não é clara à nossa frente? Como indivíduos, conseguimos perceber nossa dignidade, nosso desejo pela felicidade ser tirada de nós a cada dia. E ainda assim na época de eleição, lá estão milhões votando nas mesmas pessoas, aceitando os mesmos crimes e erros. O país precisa de mudanças e elas precisam vir do povo, de seus cidadãos. A lei precisa mudar, assim como seu cumprimento. Porém, isso precisa partir da moral, da ética diária, pois os governantes não se importam.

Como a moral antecede a obrigação legal, é dela que parte a lei. Entenda, não estou incitando revoluções baseadas no conflito, mas buscando trazer os olhos a uma mudança de postura. A paz fere muito mais o poder do que a guerra. Essa é uma mudança de consciência que precisa partir do povo para o governo, da ética para a lei. Não é certo nem mesmo premiar Joesley por sua “delação premiada”, porque mais da metade do dinheiro do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento, que ele recebeu para expandir sua empresa, foi direcionado para fora do Brasil. Algo que era nosso e não vai voltar para nós na forma de nada, nem mesmo empregos. Só um homem se beneficiou. Ele expôs corruptos? Sim, mas não cometeu menos atos de corrupção por isso. Os mecanismos de governar as empresas no pais é todo errado. Só se tira do Brasil.

Nós não vivemos em uma ditadura, nós vivemos em uma democracia. Podemos usar isso a nosso favor, pois nada é mais legitimo do que o direito de escolher o nosso bem estar. Precisamos ser intolerantes para com o corrupto, para com o errado. É preciso se desviar dos discursos ideológicos que hipnotizam a massa. O discurso fanático que leva a população às urnas em favor de um bandido faz com que a própria massa crie uma blindagem para ele. Chega a parecer ficção, ou loucura, de tão imoral. O discurso leva o povo a criar justificativas para o mal cometido pelo corrupto. Constantemente o povo defende quem o oprime,

Não se percebe que o corrupto é uma ameaça ao país. Aquelas palavras são afrontas à felicidade e dignidade. A finalidade do governo não é fazer por si, e sim pelo coletivo. Não importa o que foi feito uma vez pelo político X, seu dever era fazer sempre, a corrupção não tem desculpa, não tem “foi só dessa vez”. É preciso honrar o presente, não tolerar o erro com fotos do passado. Usar a democracia a favor. Certa vez ao ler uma passagem de Einstein compreendi a importância de não honrar o homem e sim apenas a sua obra, porque a obra bem feita está feita. O mesmo homem que pode produzir obras boas poderá por algum motivo produzir obras que sejam ruins para o outro ou até mesmo para a sociedade. É ai a relevância de separar as honras que vão para o homem ou para a sua obra. Considerar esse cenário e distinguir estas duas formas de reconhecimento permite que discursos ideológicos sejam sempre evitados quando o homem produz obras más. O humano é composto de bem e mal, e não se deve ficar refém da oscilação dele. Pode levar tempo para que se prove que um ou outro fez ou deixou de fazer qualquer ato, mas sob a dúvida o povo deve assumir a responsabilidade de não confiar a ele nenhum cargo de poder até que seja esclarecida a justiça, e se culpado, ele deve ser banido de comandar a nação, seja em que cargo for.

As pessoas estão perdendo todo dia. O dever máximo do cidadão é levar sua voz, através da democracia, para a vida social, até que a ética do bem estar coletivo seja a lei. Aquele que prejudica o país não deveria ter direito de passar nem perto de um órgão de poder. Se a lei demora a fazer seu dever, cabe à ética levar a mudança à consciência do cidadão e através dela mudar o país.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

https://www.youtube.com/channel/UCzjnlMh7LBpUVkhieRDrOHw

A Mentira na Sociedade

 

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

 

Na ocasião tivemos a oportunidade de um breve bate-papo sobre a Ética na Sociedade. Falamos sobre a mentira e como ela pode nos levar a felicidade ou não. De como a sociedade cada vez mais se tornará intolerante com os velhos intolerantes.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

A corrupção na cultura, visão e conduta empresarial: onde começou o caso Odebrecht?

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Por Samuel Sabino

O caso Odebrecht é talvez um dos maiores escândalos existentes na sociedade brasileira dos últimos tempos. Tanta comoção só foi equiparada a acontecimentos como o Mensalão, e foi graças à notoriedade de fatos como esses que hoje muito mais atenção é voltada a discussões de grandes episódios de corrupção. Pode se dizer que eles abriram os olhos da população para reflexões produtivas em cima da conduta moral das empresas e governos. No cunho empresarial, a imagem da empresa se desgastou de tal forma que o próprio mercado enfrenta uma reeducação de suas posturas éticas. Muitas organizações buscam se prevenir, mas a maioria ainda está só no começo da compreensão de que essa não é uma discussão legal, e sim moral.

Para analisarmos esse problema é preciso considerar alguns elementos. No mundo natural encontramos constantemente o movimento de causa e efeito, inclusive nas relações humanas. Cada ação advinda dessa relação é definida por uma conduta. Quando questionamos o valor de uma conduta, no caso a ação de corrupção, temos de buscar seu motivador. Aqui podemos considerar três princípios motivadores fundamentais: (1º) apenas eu sou merecedor de bem estar e dignidade; (2º) a maioria das pessoas é merecedora desse mesmo bem estar e dignidade; (3º) todos são detentores de dignidade e merecem bem estar.

O primeiro princípio, o puramente egoísta, está muitas vezes interligado ao poder. Muitos que usufruem desta qualidade de princípio para conduzir suas ações, a fim de conquistar o seu objetivo, poderá afirmar tranquilamente que os fins justificam os meios, já que o fim aqui é conquistar ou manter o poder. Ainda que ele possa ferir a felicidade ou dignidade daqueles a seu redor, a seus olhos sua conduta é confortavelmente justificada. Seu pensamento é: ”fiz o que fiz porque desejei a minha felicidade, o meu poder, naquele exato momento”. Esse indivíduo pensa em curto prazo, se tornando incapaz de abrir mão da própria soberania. É aqui que as empresas corruptas se posicionam.

O segundo princípio, o de buscar a felicidade do maior número de pessoas, já despotencializa o primeiro, que é puramente egoísta. Nota-se aqui uma significativa evolução rumo ao que entendemos por humanidade, mas que ainda não abarca o todo. Apesar dos esforços, o “todo” é difícil de atingir, principalmente pela inegável dificuldade em equilibrar igualdade e equidade nas condutas. Apesar disso, já um pensamento melhor do que o anterior. É aqui que a maioria das empresas acaba se posicionando.

O terceiro princípio, o que reconhece que todos são detentores de dignidade, é o mais nobre. Apesar da sua grande dificuldade em superar sua própria condição utópica, ele não deixa de ser o grande objetivo para um mundo verdadeiramente justo para todos. Ainda que sua condição seja ideal, mas impossível 100%, ele é o princípio que deverá nortear todas as condutas, buscando a convivência mais plena e digna. Trocando em miúdos, o mínimo que podemos estabelecer enquanto ético é o segundo princípio, mas sempre na tentativa de conquistar o terceiro. Na segunda postura há uma ética que mostra entendimento, e na terceira, a busca pelo esclarecimento, uma verdadeira maturidade intelectual sobre a ética.

Dessa forma, podemos entender que o caso Odebrecht começou quando as ações estavam ligadas ao primeiro princípio, que considera os interesses pessoais como sua guia de ação. Mesmo quando um grupo é beneficiado é somente uma minoria. Ou seja, nem atinge à segunda proposta de conduta, onde ao menos a maioria é beneficiada. O fato começa na ética menos nobre, na moral egoísta ou na ausência de moral.

Isso nos leva à consideração de outro aspecto da situação, o do tipo de visão que motivou essa conduta: a visão em curto prazo. Esse tipo de visão deixa armadilhas a médio e em longo prazo, sobretudo em situações que mais tarde serão punidas pela lei, sem contar o comprometimento da imagem da empresa. O fator seguinte é o da cultura. Entende-se como qualidade da cultura dessa empresa que, ao menos naquele momento ou gestão, ela tem um comando egocêntrico e individualista – já que isso parte do princípio de pensamento de quem está nessa posição de decisão e quer manter ou conquistar o poder a todo custo.

Disso surge o problema que levou à Odebrecht a enfrentar toda essa situação. Visão somada a conduta e cultura alinhadas a esses valores negativos, geraram a corrupção. Entende-se corrupção como um ato de deterioração (do nome da empresa), de modificação (do fim ultimo da empresa que era ser uma construtora) e adulteração (quando se sai dos interesses maiores da empresa para se atender aos interesses de um grupo menor de pessoas).

Isso nos ajuda a entender e a elucidar que não foi a empresa Odebrecht que foi corrupta. Há uma gama de funcionários e até de ações positivas que compõem a empresa, que nada tinham a ver com isso. A corrupção vem do grupo de “governantes”, representantes ou líderes daquela específica gestão da empresa. A empresa é muito mais do que eles; apesar de que foram eles que conduziram a atitudes corruptas. Eles corromperam o propósito da organização para um fim particular, através de, por exemplo, o uso de suborno ativo ou passivo.

Por fim, analisando todos esses fatores, chegamos a conclusão de como prevenir situações semelhantes: respeitando o fim último da empresa. Como organização ela tem responsabilidades como continuar existindo a curto, médio e longo prazo. Ela deve trazer lucro, exercer sua função proposta, manter-se contínua. Para que isso seja feito é preciso que haja na empresa uma cultura que considera fomentar o diálogo da ética em nível de entendimento e, posteriormente, esclarecimento. Esse é o ideal para que se mantenha a dignidade humana, que é o propósito final da ética como já dizia o filósofo Immanuel Kant. A dignidade constrói uma sociedade saudável e quando as empresas são guiadas por essa máxima elas se mantem livres de corrupção, respeitando a moral antes da lei, evitando que até mesmo essa seja quebrada.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

 

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

 

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

https://www.youtube.com/channel/UCzjnlMh7LBpUVkhieRDrOHw

Equidade e igualdade: somos todos iguais?

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Por Samuel Sabino

Não somos todos iguais. Na condição de seres humanos, ainda que nós existamos também como seres coletivos, nossa individualidade é grande parte de nós, e se manifesta em diversos aspectos de nossa própria existência, de forma positiva ou negativa. Esse é um dos motivos pelo qual se busca tanto a igualdade. O caso é que há mais a ser pensado do que apenas a busca da igualdade. Quando a desigualdade prejudica uma pessoa ou grupo nem sempre a busca por igualdade cobre todas as necessidades daquele indivíduo. Pode parecer um pouco polêmico e até complexo, mas na verdade é algo bem simples.

É comum em situações de opressão buscarmos igualdade, afinal o ser humano é dotado de dignidade e sempre busca conquista-la ou mantê-la, libertando a si e aos seus da opressão. Infelizmente é comum também que quando conseguida a igualdade, com o acréscimo de poder, o quadro se inverta e o oprimido passe a oprimir. Isso porque a ética nas ações requer certo grau de responsabilidade no cotidiano. Também é comum a distorção envolvendo a busca por igualdade. O que deveria ser a busca por uma equalização, muitas vezes é vista como busca por retribuição – gerando por si só a constante da desigualdade. Mais uma vez porque, a ética é complexa quando explicada, difícil quando vivida, e sobretudo aprendida.

É por isso que a igualdade enquanto conceito carece de um complemento, fazendo com que a ética seja funcional e plena em uma sociedade. Você conhece a palavra equidade? Deixe-me começar explicando os termos e suas diferenças. Ambas são ideias que podem ser aplicadas à conduta humana. São motivadores da vontade de fazer algo que equilibre um sistema e proporcione bem estar para todos.

O ser humano busca viver dignamente e plenamente. O desafio está em permitir que todos conquistem essa condição. A igualdade consiste em tratar todas as pessoas como iguais, independentemente do quão diferentes sejam. Esse conceito considera que todos somos iguais por princípio: pelo fato que somos todos irmãos diante de Deus, ou simplesmente de que todos somos detentores de dignidade. Já a equidade entende-se em sentido contrário: o diferente deve ser tratado de forma diferente. Primeiro porque as pessoas, de fato não são iguais, e segundo porque podemos considerar ou entender interesses individuais diferentes, considerando o início ou problema da desigualdade.

A verdade é que ambos estão corretos: tanto igualdade como a equidade. Somos diferentes, não nascemos iguais, não temos as mesmas oportunidades, não somos influenciados pelas mesmas coisas, tornando impossível querer que todos vivam em um mundo igual. Entretanto, somos todos humanos, seres vivos, oscilámos em mesma conservação (vida), bem estar (mal estar), felicidade (infelicidade) e o direito de ser. Acima de tudo temos direitos de ser tratados como iguais. Apesar disso, há aqueles que precisam de mais ou de menos em determinada situação. Vou citar um exemplo para ficar claro.

Uma senhora de 80 anos entra no ônibus. Existem alguns assentos preferenciais para ela, enquanto todo o resto da população divide os assentos comuns. Pela igualdade pura não deveriam todos os assentos serem iguais? Essa senhora precisa se sentar mais do que a trabalhadora mais jovem e cansada que entrou junto com ela? Bem, o caso é que sim. Não é apenas questão de “respeito aos mais velhos” ou “merecimento”; é questão de equidade, que deverá auxiliar a igualdade quando necessário.

A senhora por já ter vivido mais tempo pode até ser saudável, estar descansada, mas seu corpo já possui menos resistência do que o da jovem. As variáveis em ambos os casos são diferentes. A resistência nos braços da senhora para se segurar durante uma virada brusca serão menores e, portanto, maiores serão as chances dela cair e se machucar. Assim também serão maiores as chances dela se machucar gravemente, já que seu corpo já não se regenera de forma tão eficiente quanto o da jovem. Em uma queda o que seria um roxo na perna da moça, pode ser uma fratura no fêmur da idosa. Logo, elas são iguais em alguns pontos, são seres humanos, mas ambas com situações físicas diferentes, há vulnerabilidade. O princípio de redução de danos se torna fundamental para o convite da equidade depois que o da igualdade já foi estabelecido.

Mas então devemos tratar pessoas mais velhas como frágeis? Não exatamente. É preciso entender as limitações de cada situação, pessoa ou grupo. É necessário aplicar a equidade, mas tendo a igualdade como protagonista. Primeiro você trata de forma igual, a igualdade vem primeiro. Posteriormente para adequar as necessidades que ainda restam, aplica-se a equidade conseguindo um sistema realmente justo e balanceado. Quando o inverso é feito só se consegue desigualdade ou injustiça para a grande maioria. Para citar outro exemplo, suponhamos que há 10 pessoas com fome; você aplica a equidade antes, favorece aqueles que são seus amigos, os que particularmente gosta mais. Resultado: três pessoas bem alimentadas e até passando mal de tanto comer e sete pessoas com fome. Vemos isso em alguns modelos governamentais.

Ainda sobre modelos de governo: primeiro os políticos atendem aos seus; o que restar vai para a população. Agora, se a igualdade é aplicada primeiro 10 pessoas são alimentadas, porém, uma pessoa que precisa de menos comida para se satisfazer poderá receber um pouco menos em relação ao todo. Uma outra que precisa de um pouco mais poderá receber um pouco mais da diferença daquele que recebeu um pouco menos. É aqui que a equidade entra. Todos são humanos, todos serão alimentados, porém às vezes um precisa de mais e outro de menos. Equilibrando isso, dando o excedente de um para o que necessita de um pouco mais, ambos ficam igualmente satisfeitos.

E se não houver o bastante de alimento para todos? Nesse caso se divide o que tem de forma igual. O importante é a maior aproximação do bem estar e da dignidade ou a tentativa de redução de danos. Esse pode ser um pensamento visto como “esquerdista” ou “comunista”; ou qualquer uma dessas palavras cujos significados boa porcentagem das pessoas afirmam como modelo ideal ou justo para a sociedade. Mas, a prática ética não tem nada a ver com esquerda ou direita; comunismo ou capitalismo. Quem reduz isso a um “lado”, simplesmente não entendeu o sentido mais profundo da ética.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

 

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

https://www.youtube.com/channel/UCzjnlMh7LBpUVkhieRDrOHw

 

Delito moral: a raiz da corrupção empresarial no “jeitinho brasileiro”

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

 

Por Samuel Sabino

Nas redes sociais, na mídia e em todos os meios onde há voz, estão povoados de questionamentos, argumentações e até conflitos ligados ao que nós englobamos a esfera da corrupção. Haja vista os recentes escândalos envolvendo alimentos e operações da polícia federal.

O fato é que somos uma sociedade cada vez mais questionadora; inclinando nossa evolução rumo a um reflexo extremamente positivo. Um dos elementos centrais se dá pelo acesso à informação – que está cada vez mais fácil; e a postura de colocar pautas em discussão dentro do que é cotidiano como as redes sociais.

Estamos começando a aprimorar um processo de conscientização moral. Aos poucos afastamos nossos pensamentos de atitudes reprováveis que beiram a barbárie, porém ainda há um longo caminho a se percorrer. Isso porque muitas dessas posturas ainda estão ligadas às pessoas na forma de cultura. O famoso “jeitinho brasileiro” é algo cultural. O “malandro”, que aplica a antiga “lei de Gerson”, que busca levar vantagem em tudo, ainda é uma figura quase folclórica brasileira.

Não é a toa que dentro das empresas, de órgãos públicos, a preocupação com o benefício à curto prazo ainda é uma postura que leva à corrupção. O brasileiro é ensinado de pequeno que é errado ser deixado para trás, e que para evitar isso ele deve ser mais esperto e deixar os outros para trás antes. E é ai, nos pequenos delitos – nos “jeitinhos” -, que coisas que parecem pequenas e sem importância ganham o caráter das primeiras corrupções.

A raiz da corrupção não está ligada a qualquer golpe grande. A escala de um ato corrupto não pode ser medida apenas pelos milhões desviados, pelas milhões de pessoas afetadas. O ato mais simples tem repercussão e importância e planta raízes no que nem sempre é crime pela lei, mas muitas vezes é crime moral.

Um exemplo simples é o da procrastinação. Procrastinar não é algo que fere financeiramente ninguém na empresa, certo? Você conhece o tempo do seu trabalho; sabe que vai dar tempo para fazer tudo, então pode perder mais alguns minutos vendo um vídeo na internet, correto? Bom, na verdade se a sua empresa permite isso, então está mesmo certo.

Se a empresa reconhece que o bem estar do funcionário está ligado a essa liberdade de gerenciar o tempo; e que acredita que ele dará conta do trabalho e o fará melhor por poder relaxar, então isso não é uma postura errada. Agora, se a empresa não aprova isso; se ela até bloqueia a internet – mas o funcionário da um “jeitinho” através de qualquer ferramenta -, então não importa se o funcionário entrega tudo em dia – temos aqui um conflito de valor estabelecido.

A política da empresa proíbe aquilo; e mesmo que o funcionário terminasse todo o trabalho na metade do dia útil e ficasse “sem nada para fazer” mais 4 horas, não acessar o vídeo seria o correto. Ao driblar o sistema, o funcionário rouba da empresa. Rouba dela o tempo que ele vende como funcionário. Rouba dela recursos como banda de internet, energia elétrica. São valores ínfimos às vezes, mas ainda assim é um delito.

Talvez o chefe veja – saiba disso; o diretor também, assim como o dono. Talvez eles não se importem, porque também fazem isso. Mas nesse caso o certo seria alterar a política da empresa. De repente até liberar a internet. Mas enquanto a política não é alterada – mudança de valores – aquilo continua sendo um delito moral, mesmo que não seja reconhecível ou cobrado como delito legal – o ideal de uma boa política é aquela que as condutas apropriadas são antes passadas pelo crivo do acordo.

É nessas pequenas “tiradas de proveito” que nascem posturas de pensamento não refletido sobre o que é ético. É ai que começa a corrupção. Talvez precisemos rever metodologias de trabalho? Sim, é bem provável. Porém, enquanto isso não ocorre deve-se evitar o pequeno delito moral.

Tudo que começa a desrespeitar a postura ética, cresce como cultura para desrespeitar a postura legal. É assim que começa; e o fim está no mal-estar gerado a milhares de brasileiros que tem sua dignidade ferida através de “carnes podres”, fundos desviados e todas as outras grandes corrupções que mancham as páginas dos jornais.

Para mudar isso é preciso buscar uma compreensão profunda da ética. O meio empresarial é onde ela mais terá reflexo nos outros, mas ela sempre partirá de dentro da reflexão interna de cada pessoa. Empresas são grupos de pessoas em primeiro lugar e a moral está ligada ao modo de uma pessoa tratar a outra considerando o respeito ou responsabilidade acima de tudo.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

 

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

https://www.youtube.com/channel/UCzjnlMh7LBpUVkhieRDrOHw

“Carne Fraca”: quando a falta de Ética agride a integridade humana

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Por Samuel Sabino

 

O ser humano é uma criatura dotada de dignidade. Uma vez que ele se torna consciente dela, faz de tudo para que esta se mantenha intacta. É por isso que na última sexta-feira (17/03) houve uma comoção tão grande de desconforto e revolta envolvendo a megaoperação da Polícia Federal, a nomeada como Carne Fraca. 

O trabalho da polícia revelou e desmontou um esquema envolvendo propina e funcionários do Ministério da Agricultura, que teriam liberado carnes para venda sem passar pela devida fiscalização. O esquema também envolveria funcionários de alguns frigoríficos, que possuiriam irregularidades ligadas ao uso de produtos químicos para mascarar carnes vencidas e de água para aumentar o peso dos produtos comercializados. 

A possibilidade de que produtos adulterados – e acima de tudo impróprios para consumo – terem ido parar na mesa da população deixou o país em revolta e alerta, mesmo que ainda não haja explicações detalhadas de todo o ocorrido. Ainda não houve pronunciamento oficial envolvendo marcas que devem ser evitadas, porém, vários países pararam as exportações temporariamente, indicando o mesmo medo dos brasileiros, o de ter sua dignidade ferida através do consumo de um alimento que pode ser prejudicial à saúde. 

Independente das investigações – dadas às irregularidades como: possíveis fraudes, propinas e corrupção – denunciadas pela operação, o que precisamos colocar em debate é a falta de Ética praticada pelas empresas denunciadas. Quando há irresponsabilidade Ética nas corporações, nasce uma conduta institucional irregular cujo resultado é a perda da confiança, credibilidade, respeito, ou até mesmo comprometendo a saúde e dignidade do cliente. 

O modelo mental deste tipo de corporativo envolvido está ligado ao que chamamos na filosofia de Maquiavélico Negativo. Nesse modelo o fim último, ou seja, o propósito da organização é o lucro e somente o lucro – e não o bem estar de seus clientes. Isso era algo aparentemente aceitável no século XX, mas vem mudando junto com diversas posturas e novos paradigmas do século XXI. 

Nem sempre a ferida na dignidade é notada, porém, quando a mídia esclarece a população através da divulgação dos fatos, é possível notar que não apenas leis foram quebradas, mas acima delas, a conduta moral foi ignorada. Mesmo que haja grande competitividade no meio corporativo, o ideal para as empresas seriam um pensamento a médio e a longo prazo envolvendo as melhores práticas, isto é, a Ética. 

Não é o bastante que a lei seja atendida. O problema é moral; e não apenas legal. Um exemplo disso é a escravidão. Na época em que ela foi vigente, era legalizada. Entretanto, a moral continuava a ser quebrada – considerando-se o homem sempre como fim último, pois é detentor de dignidade. A lei só se modificou depois que o princípio moral atingiu um nível de esclarecimento dentro da população de o quanto tais condutas eram antiéticas. 

Todos os envolvidos na “Carne Fraca” sabiam do ocorrido e tinham consciência de que quebravam a lei – entendimento -; no entanto, isso prova que apenas saber das leis não será impecílio para que a barbárie predomine o comportamento humano. É preciso que haja investimento profissional no nível de esclarecimento das questões Éticas para a humanidade – é o que chamamos de Inner Compliance. 

Somente através da luz da Ética sobre as práticas corporativas é que será possível evitar situações como essa. A esfera da moral – que é anterior à lei – é a que verdadeiramente precisa ser mudada. Apenas com a real interiorização de valores éticos positivos que alcançaremos mudanças em nossa cultura corporativa. O verdadeiro problema não está no sintoma, a “Carne Podre”, está na moral distorcida de quem atua no dia a dia das empresas que se deixam corromper em busca de benefícios a curto prazo.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

https://www.youtube.com/channel/UCzjnlMh7LBpUVkhieRDrOHw