UNIVERSALIDADE E SINGULARIDADE: Dos princípios bioéticos para os referenciais da bioética moderna.

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UNIVERSALIDADE E SINGULARIDADE: Dos princípios bioéticos para os referenciais da bioética moderna.

 Por Samuel Sabino

Revista FILOSOFIA – Ciência&vida – Editora Escala – ano X Nº 130

Matéria da Capa

“Bioética e Felicidade –

Preservar a dignidade durante a evolução humana é vital para garantir plenitude e bem-estar ao indivíduo.”

O século XXI iniciou-se com dois importantes legados para a humanidade. O início de códigos e tratados que defendem a dignidade humana e a era da informação. Se o primeiro legado se inaugura com o código de Nuremberg quando o discurso revela o que podemos ou não fazer com pessoas, sempre pela perspectiva de ferir ou não a dignidade; o segundo se restringi a era da internet e redes sociais. Esses dois pontos que um dia foram uma barreira, são agora conquistados e superados, mas sem deixar de considerar que mudaram drasticamente a vida e valores de toda uma civilização.

Nesse sentido, a de se avaliar também o papel do opressor e o oprimido; se o primeiro sempre fez o que quis, segundo o seu poder e interesses particulares; o outro apenas manifestou a ausência de melhor poder se defender daquele que é o impiedoso. No entanto, a nova era do séc. XXI nos proporciona um novo paradigma em relação a esse velho cenário. O opressor seja ele de qualquer qualidade, não mantem mais o seu inviolável papel de protagonista. Com os dois legados deixados pelo séc. XX o cenário de extremo favorecimento a essa qualidade de homem começa a perder força e espaço para uma nova qualidade de sociedade. Ainda que possivelmente o opressor nunca venha deixar de existir, o intolerante passa agora a ser não tolerado por uma nova frente de intolerantes. Quer se dizer: o séc. XXI está se tornando cada vez mais intolerante com os intolerantes. Por dois motivos: 1º porque o resultado dos códigos e tratados trouxeram para a humanidade um nível cada vez maior e melhor de sensibilidade; de esclarecimento acerca do sofrimento humano e da dignidade; 2º a era da informação via internet, considerando necessariamente as redes sociais, permitiu que a voz daquele que não era ouvida ganhasse agora potência e altitude, ou seja, como que em um processo de mudança estratégica o mais fraco começa agora manifestar uma força antes nunca imaginada. Resultado: ainda que o opressor possa fazer o que quiser, ele terá que mensurar com maior cuidado os resultados a médio e a longo prazo, pois de forma contrária, o boicote, por exemplo, se torna uma ferramenta contra ele no verdadeiro sentido de retaliação. É a voz de uma nova classe de intolerantes para os velhos intolerantes; uma nova voz que começa a ser ouvida; uma nova classe de reclamantes da dignidade.

Como resultado dessa mudança – espiritual do homem – juntamente com esses dois personagens, surge um novo aliado, a bioética: bio entende-se vida e ética, ciência da qualidade dessa vida. Fruto de reflexão ética para a vida, a bioética ganha assim o seu autêntico valor e espaço. Em sua verdadeira intenção se nota que a dignidade humana é a principal substância a se considerar. É por ela e por meio dela que a bioética ganha o seu apropriado significado. Pode-se dizer que sem o elemento da dignidade não faria sentido a existência da bioética.

E quando exatamente surge a palavra bioética e o seu profundo significado? Especificamente em dois momentos: 1º com Fritz Jahr no ano de 1927 – teólogo alemão com o imperativo bioético: “respeite todos os seres vivos como um fim em si mesmo e trate-os como tal, se possível” -, que contrapõem o imperativo kantiano e; 2º com Van Rensselaer Potter em 1970/71 – bioquímico e pesquisador – que propõem a bioética como ciência da sobrevivência humana ou bioética como ponte para o futuro. Independentemente de quem realmente tenha inaugurado o neologismo bioética, o que realmente se torna relevante é que esses dois homens estavam preocupados com a dignidade humana e o futuro da humanidade. Vale ressaltar que tanto a ciência quanto o próprio homem devem caminhar sempre juntos – em simetria; a ciência avançando e o homem progredindo juntamente com o discurso da ética. Note que quando uma avança sem a outra, sobretudo a ciência, exemplo do domínio das bombas nucleares, prejuízos são manifestados e por sua vez dignidades são feridas. Quando a ciência avança à custa de ferir o homem, como as experiências nos campos de concentração da segunda guerra mundial, liberdades são comprometidas; estados de injustiças são caracterizados. Lembrando que o homem não precisa ser sempre o protagonista de todas as histórias; podemos considerar tanto os animais como a própria natureza como co-participantes dessa trama, mas o que não podemos abrir mão é o fato de que o homem sempre deverá ser o fim último. Pois além de ser detentor de dignidade é também consequentemente reclamante dessa mesma dignidade. Por mais que ele possa viver em harmonia com os animais e a natureza, e assim seria o ideal, ele nunca poderá abrir mão de sua própria condição de fim último. E isso não quer dizer que para ser o fim último ele tenha que guerrear, desmatar, eliminar outros seres ou outros homens, inclusive a própria natureza. A bioética se torna então aquela que viabilizará o diálogo entre os homens; entre os homens e os animais; e entre os homens e a natureza.

O conceito que a bioética nos convida é o de interdependência. Entendendo que todos coexistam entre si, sempre buscando o equilíbrio entre as partes ou ao menos a tentativa de reduzir ou mitigar os danos ou prejuízos. Se considerarmos o valor agregado da bioética, reconheceremos que diante da tentativa de mitigar ou reduzir os custos ou sacrifícios, ela sempre ponderará em elevar o benefício da dignidade, que é o verdadeiro sentido de sua própria existência.

De que forma então – poderíamos perguntar – a bioética efetivamente trouxe esse diálogo para a sociedade? De que forma concretamente ela viabilizou nos últimos oitenta (Fritz) ou cinquenta (Potter) anos essa discussão?

Essa é a segunda parte da história. Ela começa nos EUA no Instituto Kennedy, mais exatamente nos anos de 1978/79 com o surgimento da bioética principialista. Pergunta: o que então seria a bioética principialista? A última tentativa de resgatar os princípios kantianos para conduzir as condutas. Immanuel Kant foi um dos mais importantes filósofos do séc. XVIII. Kant em seu texto intitulado Fundamentação da Metafísica dos Costumes, desenvolve uma reflexão sobre a ética e seus fundamentos; sobre uma ética que teria como pressuposto fundamental princípios metafísicos, frutos de um exercício e pergunta racional de caráter universal. O resultado dessa pergunta racional e de valor universal – bom para todos – é que resultará em uma ideia, que por sua vez se caracterizará como um princípio, que consequentemente será o norteador das ações dos homens – das condutas. Então, quando se estabelece que a ideia de não mentir é bom para todos e que, na prática, assim não o façam, logo, ela resultará em um princípio que por sua vez será nomeado como Princípio Supremo da Moralidade. Ao se aplicar esse princípio às condutas, diria Kant, se assim o fizermos por respeito ao princípio, estaríamos agindo moralmente e o valor da promessa se manteria entre os homens, pois onde há mentira não haverá valor da promessa entre as relações.

O que pouco se diz e muitos não sabem é que a bioética principialista é ética kantiana. Porque quando eu aplico um princípio bioético em minha ação para melhor conduzir a conduta, estou na realidade convidando um princípio formal e metafísico, igualmente ao que entendemos como imperativo categórico ou princípio supremo da moralidade, ou especificamente, agir por dever. Mas o que concretamente seriam os princípios Bioéticos? Quatro especificamente: beneficência, não maleficência, justiça e autonomia. Quando me encontro diante de uma situação de risco de morte, por exemplo, no ato do cuidar do outro em estado de vulnerabilidade, ao convidar a bioética para auxiliar a melhor conduta, significa que você poderá atrair um desses quatro princípios para auxiliar, para melhor conduzir a vida que precisa de cuidados. Então, efetivamente posso eu parar por alguns instantes e perguntar: quais princípios devo aplicar à minha conduta para fazer o bem? Beneficência, por exemplo? Ou autonomia? Considerando que meu paciente demonstra perda de autonomia após certa dificuldade apresentada. Ao se identificar esta oscilação entre o estado positivo e negativo do próprio ser é que se justifica o convite de um princípio para melhor conduzir ou dar um norte para a retomada da dignidade – da positividade do próprio ser. A bioética principialista com os seus quatro Ps tem verdadeiramente esse propósito.

No entanto, em 2006 surge um terceiro momento para a bioética com William Saad Hossne. Saad publica um importante artigo perguntando se a bioética seria: “princípios ou referenciais?”. Nesse artigo especificamente Saad não reponde a provocação, mas deixa categoricamente afirmado que a bioética principialista era insuficiente e reducionista. Nos anos posteriores a 2006, Saad publica diversos artigos apresentando outros princípios para a bioética. No entanto, tais princípios não seriam mais reconhecidos como bioética principialista, mas como os referenciais da bioética. Infelizmente prof. William Saad Hossne veio a falecer no mês de maio de 2016 e não teria ainda em vida respondido exatamente o que seria teoricamente a bioética referencialista – apesar de todos os referenciais que reconheceu para se fazer bioética, superando assim sua provocação ao dizer que a bioética principialista era insuficiente e reducionista. Esperamos que Saad tenha deixado algumas reflexões sobre a teoria dos referenciais e que no futuro possam ser publicadas para melhor elucidar esta questão. E que seus familiares possam assim continuar seu importante trabalho para a bioética. No entanto, algumas considerações seriam possíveis de se fazer, como por exemplo: quando Saad afirma que a bioética principialista é insuficiente poderíamos considerar que o número de quatro seria o objeto do problema, pois a partir de 2006 diversos artigos teriam sido publicados, como: alteridade, equidade, vulnerabilidade, prudência e outros. O sentido de insuficiência encontraria sua exata resposta quando outros princípios foram apresentados dentro da bioética referencialista. Mas ainda ficaria a questão do reducionismo. Para essa tese, intui-se que o humano dentro de sua real complexidade de existir, não poderia ser limitado a apenas quatro princípios – ressaltando que em nenhum momento se afirma que eles estariam errados ou incompletos -, mas que eram insuficientes para o existir e apenas considerá-los seria um ato de redução da própria existência humana. Ao se analisar os artigos posteriores com os novos princípios para a bioética entendidos agora como referenciais, encontrar-se-á a real relevância na questão. Pois é de fato que em determinadas situações – ainda que venhamos aplicar a beneficência e a autonomia – nada impede que o olhar bioético também possa considerar a vulnerabilidade, a solidariedade, a confidencialidade, a privacidade, a serenidade e outros. Assim como afirma Saad em seu modelo esquemático no artigo de 2006: se a bioética principialista é um quadrado fechado com apenas os quatro princípios Bioéticos; a bioética referencialista é um círculo e aberto, permitindo assim o trânsito de quantos princípios for necessário para a retomada da dignidade. Desta forma, além de superar a questão da insuficiência, neutraliza qualquer possibilidade de redução do ser a apenas quatro princípios. A intuição de Saad para essa qualidade de ética – bioética referencialista – é um grande legado do século XXI, pois ela permite um diálogo além da intolerância, um diálogo de acordo entre as partes. Ao incluirmos uma pluralidade de princípios que possam nortear as condutas dos homens em caráter de apenas referência para o viver, nos permitiria um avanço a modelos, por exemplo, ditatoriais. Pois em alguns casos pode ocorrer que ao se aplicar a bioética principialista, ela possa ser o protagonista e não o próprio viver em questão. Paradoxalmente essa é uma fragilidade da teoria principialista que por conta de sua inflexibilidade, inductilidade do próprio princípio pode manifestar-se na vida humana coisificando à. O cenário é: se em um determinado momento um agente estabelecer que beneficência seja uma perna mecânica ao paciente, ao seu desgosto, ocorrerá que ou o fim último seja o paciente – no caso continuando sem a perna mecânica -, ou o próprio princípio – que no caso para o princípio se efetivar, terá que reconstituí-lo com a prótese.

Nesse sentido, consideraremos uma quarta fase para a bioética. Aquilo que poderíamos apreciar como a teoria da bioética referencialista. Antes, vale ressaltar que essa não é exatamente uma reflexão do próprio Saad, pois até em vida apenas afirmou em contraponto aos referenciais que o principialismo era insuficiente e reducionista e consequentemente acrescentou diversos outros princípios para a carteira da bioética referencialista, ou seja, não ficou de forma explícita o que literalmente seria a teoria da bioética referencialista.

Para tanto, poderíamos considerar algumas reflexões na tentativa de se aproximar da intuição de Saad. Primeiro procurando entender o que seria estruturalmente, em sentido de equação, a bioética principialista. Assim, teríamos que recorrer ao pensamento de Kant, sobretudo a natureza do princípio supremo da moralidade.

A bioética principialista ou princípios Bioéticos, assim como princípio supremo da moralidade de Kant é, na realidade, a mesma coisa. Tal afirmação se faz por conta de que um princípio além de ser em sua natureza metafísico, ou seja, não ser passível de se encontrar no mundo da experiência, é também uma ideia produzida pela própria razão. Kant ao alcançar essa estrutura de compreensão para fundamentar a ética do dever, teria como pressuposto mais significativo da formulação do princípio o resultado que reconhecesse o universal; caso contrário, ele se manteria a aquilo que ele chamava de antropologia prática, ou seja, uma ética que tem como pressuposto de partida a própria experiência e casos individuais. Nessa corre-se o risco de se manifestar algum tipo de inclinação ou intenção egoísta, fazendo com que alguns atingissem a justiça e outros não; reconhecendo que pela perspectiva universal não fosse justo. Essa consideração se torna fundamental para a ética kantiana, no entanto, ela só pode encontrar seu motivo de ser, se ela enquanto aplicabilidade, após sua formulação, seja, na aplicação da conduta, o ponto de partida e consequentemente ponto de chegada do resultado da própria conduta. Pois ela precisará iniciar a motivação da conduta como se realizar na própria conduta. Ela assim necessariamente deverá ser ponto de partida e ponto de chegada. Essa questão natural de sua natureza de ser é condição da ética de contrato, ética de conduta. Tanto é que nesse modelo de ética o que realmente importa não é o resultado, mas a preservação da qualidade da conduta – que por sua vez já foi estabelecido quando o princípio foi convidado para nortear a conduta. Assim ele fundamentalmente precisará sempre ser o protagonista de toda a trajetória da conduta. Talvez quando Saad afirmou o problema de reducionismo, queria ele dizer exatamente sobre esse ponto. Uma vida que é manifestação concreta de desejos e pulsões não poderia ficar limitada à apenas princípios metafísicos e coadjuvante de um mero princípio. Sem considerar que em alguns casos o princípio ou o próprio viver não conseguem coexistir simultaneamente como fim último. Quando os dois permitem o equilíbrio do resultado da escolha; quando a escolha do viver e o princípio manifestam mesmo valor, eles se manterão em simetria, porém isso nem sempre se torna possível. Ocorre que em alguns casos ou o princípio é o fim último ou o próprio viver de uma pessoa. Se o princípio metafísico se mantiver inflexivelmente como protagonista, ele forçosamente deslocará o viver humano para a posição de meio, para que assim este viver possa ser um meio pelo qual o princípio se conduzirá em prol de sua finalidade, que é ser o ponto de partida e ponto de chegada necessariamente. Estabelecendo assim o problema da bioética principialista. Que paradoxalmente contra diz o próprio Kant quando afirma que o homem é fim último de todas as coisas por que é detentor de dignidade.

Mas ao nos depararmos com esse embaraço da bioética principialista – redução e insuficiência -, como a bioética referencialista de Saad poderia nos auxiliar nessa jornada rumo à dignidade? Primeiro que a bioética referencialista ainda manterá todos os quatro princípios Bioéticos e outros mais que forem imagináveis para conduzir o viver humano sem que seja insuficiente e não venha reduzi-lo. Segundo que o equivoco na verdade é equacional; e a relevância de se ter princípios metafísicos como o fato do homem ser o fim último e detentor de dignidade, ainda se manterão extremamente relevantes. O que não poderá mais ser considerado é os princípios como protagonistas e como ponto de partida e consequentemente ponto de chegada no resultado da conduta. Os princípios precisarão ser realocados para a posição de meio; e de protagonistas para somente coadjuvantes. Permitindo uma bioética multicausal, ou seja, que tenha dois princípios: um concreto e tangível – verdadeiro protagonista – que seria o próprio viver, em manifestação de conservação, bem estar, felicidade e o direito de ser. Que estariam sujeitos à oscilação do seu próprio estado, ora positivo ora negativo; condição natural do próprio existir. Com a eminência de se projetar ao mundo sempre buscando sua realização, sua concretização. No entanto, como não existirão garantias da sempre positividade do próprio ser, isto é, nem sempre o ser se manterá em estado de ser sendo, quando isso ocorrer, os princípios Bioéticos, que agora se encontram em estado de coadjuvante do viver, que é o único e verdadeiro detentor dessa qualidade de protagonista, os princípios Bioéticos na posição de meio apenas auxiliaram, serão apenas uma referencia para o viver se positivar novamente. Ou seja, permitir que o ser retome sua condição de conservação, bem estar, felicidade e o direito de ser, em uma única palavra, o ser sendo – quando se infere um sentido de ser não sendo quer se dizer que a conservação foi levada no nível de extinção; que o bem estar está agora em estado de mal estar; que a felicidade se encontra em estado de infelicidade e o direito de ser foi perdido não podendo se realizar no mundo, como por exemplo: quando uma mãe perde o direito de ser mãe por conta de atos de barbárie que a sociedade manifestou em seu filho ao neutralizar sua conservação. A bioética referencialista permitirá então convidar todos os princípios necessários para a retomada da dignidade. Mas sendo apenas uma referencia, um suporte para o viver.

Quando se pensa uma bioética multicausal com princípios concretos e metafísicos em prol da dignidade, surge então um hibridismo bioético. Esse no qual estará apto a se adequar a qualquer tempo e cultura. Pois sua natureza essencialmente permite a ductilidade na resolução de problemas ou ao menos na redução de danos.

Se todos compartilharmos que o sentido da vida está na busca da felicidade e conquistar ou manter a dignidade é a forma mais legítima de ser feliz, que seja então com uma ética que considere o viver como o verdadeiro detentor do direito de ser o protagonista; e que princípios sejam apenas auxiliadores, referencias para se positivar este ser que busca sempre ser sendo positivamente. E que a bioética seja cada vez mais dúctil em sua forma de se manifestar entre os homens. Que apesar de reconhecermos a universalidade do homem com o princípio da igualdade para se fazer justiça, ocorrerá que em alguns casos o reconhecimento da singularidade no universal só será possível com uma ética que tenha em sua natureza a ductilidade para poder aplicar, quando necessário, a equidade. Apenas com uma ética multicausal se percebera tal relevância. Se o séc. XXI se revelou intolerante com os velhos intolerantes, então que tenhamos uma ética cada vez mais dúctil, isto é, forte porem flexível. Assim como já havia apontado Saad quando nos proporcionou a pensar a bioética referencialista.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

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Ética e Direito – Rádio Trianon-Programa Via Paulista-Adriana Cambaúva

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No programa Via Paulista-Rádio Trianon, com a apresentadora Adriana e os seus convidados Helô e Leonardo, tivemos a oportunidade de falar um pouco sobre Ética e direito na sociedade.

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Ética e Lei – Os caminhos da política

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No programa Estadão Discute, da TV Estadão, falamos sobre a decisão do procurador-geral, Rodrigo Janot, em relação ao presidente Michel Temer. Abordando a situação ética do ponto de vista dos políticos.

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Sociedade e Cidadania – o caso do rapaz tatuado na testa – RIT-Jaqueline

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Na ocasião tivemos a oportunidade de um breve bate-papo sobre a Ética na Sociedade. Falamos sobre a injustiça, sociedade e cidadania. Como analisar o caso com lei, ética e suplício.

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Fraude nos registros corporativos: um dilema ético

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Por Samuel Sabino

Suponhamos que você é novo na empresa. Talvez tenha acabado de subir de cargo e ganhou novas responsabilidades administrativas. O caso é que se deparou com um dilema ético: fraudes em registros corporativos. Eles podem vir de diversas maneiras e até podem compor erros não intencionais, mas geralmente são financeiros e propositais. Você está de frente para a questão: agir de acordo com a lei e denunciar a situação e com isso potencialmente perder seu emprego e até levar a empresa a fechar; ou entrar no esquema e ficar calado, alimentando mais e mais a fraude.

Não é uma questão fácil. O fato é que a lei pode ser a resposta politicamente correta, mas talvez o peso do desemprego de centenas de pessoas e suas famílias pese mais em sua ponderação do que a própria lei. Talvez a quebra da expectativa do seu próprio sonho de crescer como profissional seja outro fator. O caso é que o dilema não é legal, embora a situação seja um problema da lei. O dilema é moral e é seu, como funcionário – independente da visão profissional ou pessoal que venhamos a ter sobre isso.

Nesse contexto é importante trazer de volta a reflexão ética para o meio corporativo. E foi justamente para isso que a Éticas Consultoria nasceu. Além disso, ela se propõe a dar mais um passo em busca da interiorização da ética, buscando o aprendizado lúdico capaz de esclarecer a postura empresarial. Ela existe justamente para apoiar esse momento que você leitor vive – como pensar a melhor escolha.

Por ser um dos casos mais complexos, é justamente por ele que começo meu curso: a fraude. A fraude é algo interiorizado na sociedade brasileira através do famoso “jeitinho”. Ela nada mais é do que alterar os registros de dados da empresa a fim de ganhar algo com isso. O fraudador sabe bem o porquê de estar fazendo isso e sua prática criminosa é pensada; proposital. Mas e aquele que se depara com a fraude? E aquele que é obrigado a propagá-la? Ou cometê-la?

Talvez seja possível despertar a reflexão mesmo naquele que iniciou o problema, mas para isso é preciso mudar algo muito complexo: a maneira de ver o mundo dessa pessoa. Sendo assim, é mais simples começar por aqueles que estão dispostos a se confrontar com esse dilema, embora o texto não seja exclusivamente para eles. É difícil combater o “jeitinho brasileiro”. É algo enraizado culturalmente na nação. Porém, não é uma questão de natureza do povo brasileiro, e sim apenas uma questão da atual condição de não esclarecidos.

Não somos desonestos por natureza, embora em alguns casos falte a clareza da reflexão e da interiorização desse dilema às pessoas envolvidas. Quando a fraude parte dos proprietários da empresa é um caso mais complicado. Mas quando ela parte de um funcionário é até mais simples se livrar do problema, pois há um culpado e isso não faz parte do core da companhia.

Entretanto, vamos tratar o problema de forma mais íntima, com maior profundidade. A atitude daquele que modifica os dados da empresa e até mesmo coage o outro a acompanhá-lo – muitas vezes pela força do poder hierárquico – é baseada puramente da ideia do lucro mais fácil e rápido, onde o benefício próprio é muito maior e imediato. A isso, mesmo que haja uma condenação da empresa no futuro ou o prejuízo para o próximo, no caso seu subordinado.

O pensamento imediatista impede essa pessoa de ver que a perpetuação da empresa é mais lucrativa e importante do que aquele momento de “oportunidade”. Outro fator a se considerar está no fato de que nem todo aquele que frauda pretende roubar a empresa. Às vezes aspira apenas o crescimento da corporação. Seu objetivo final é driblar dificuldades legais e éticas para alcançar o sucesso da organização. Isso por que: ou ele não quer esperar o momento correto do crescimento e deseja acelerar; ou vê uma impossibilidade e quer tirá-la do caminho através de trapaça. Alguns podem até achar que agir dessa forma beneficiará a empresa e seus colaboradores no futuro, mas isso não é verdade, é um equivoco de julgamento corporativo.

Acima de qualquer atitude se deve considerar a lei e a ética. Para os fraudadores o que importa é somente o resultado. Não considerando as formas de se conquistar o objetivo maior da empresa. O ponto é que, nossa sociedade que se encontra em transição, conectada e alinhada com ideais éticos, nos inclina cada vez mais a fazer o que é certo, pois nota-se que a longo prazo os prejuízos serão maiores do que os lucros.

Pensar a médio e a longo prazo é o que figura, primariamente, essa reflexão ética. Vale a pena ver a empresa investigada no futuro? Condenada a fechar as portas? Pagar multas milionárias? Sacrificar empregos? Ir preso? Até gigantes do mercado como os representantes da família Batista – do Grupo JBS – e políticos de renome, como o ex-presidente Lula, são alvos de investigação hoje em dia.

A sociedade cada vez mais está se tornando intolerante com aqueles que a prejudicam. Com o tempo mais se tem dado importância para a postura ética – as boas práticas e condutas. A exatidão dos dados, a segurança da não-fraude, tornam a empresa uma representante de um dos maiores valores do mercado: a confiança. Todo o mercado financeiro é baseado na confiança. É em cima dela que se construiu uma sociedade de informação conectada.

Se a confiança se justifica com a não mentira como a protagonista diante de fraudes nos registros corporativos, podemos considerar como coadjuvantes e aliados, princípios secundários a essa confiança. Por exemplo: a prudência. Ela ditará que a garantia do futuro valerá mais do que o benefício presente. Outro importante coadjuvante é a autenticidade, que por sua vez está fortemente ligado ao que é ser uma empresa confiável no mercado. Por último considere também a vulnerabilidade. Deixar sua empresa vulnerável é basicamente condená-la a morte, pois o mercado está sempre em movimento. No fim, tudo que está errado acaba tendo consequências.

As últimas crises e bolhas que geraram problemas globais na economia ocorreram por causa de vulnerabilidades criadas por posturas antiéticas. Então, estando de frente para uma situação como essa, mesmo que o melhor a se fazer seja o óbvio no quesito legal, no momento em que se questionar se isso é realmente o melhor, busque sempre a reflexão ética. Com ela você encontrará todos os porquês, todos os detalhes, permitindo ir além.

“O que fazer quando deparado com essa situação?” é uma pergunta importante, mas acima dela é preciso interiorizar a reflexão ética do “Por que não fraudar?”, ou mesmo “O que me convidaria a não mentir?”. Somente entendendo a fundo as razões racionais e lógicas da ética na sociedade é que se tornará possível mudar as posturas inadequadas. Fazer apenas porque é a lei não basta mais para a sociedade. Se deve fazer por convicção, compreensão, em uma palavra, por sensibilização ética. Potencializando assim a dinâmica do mundo. Esse é o começo da reflexão que proponho em meu curso. É apenas a ponta do iceberg, mas um começo para trilhar o caminho da humanidade e um país mais justo.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

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Qual o dever do cidadão para com os políticos corruptos?

 

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Por Samuel Sabino

Recentemente, Joesley Batista, um dos donos do Grupo JBS, um dos maiores do ramo de processamento de carne no mundo, realizou uma delação que colocou em cheque o governo de Michel Temer, atual presidente da República. Apesar do tempo e esforço dispendido questionando Temer, foi o senador afastado Aécio Neves, que acabou se tornando o primeiro réu diante da denúncia. As gravações entregues a policia na delação mostram Aécio pedindo R$ 2 milhões a Joesley. Dinheiro que seria usado para pagar o advogado do senador afastado na sua defesa nas investigações que envolvem a Lava-Jato, em que também é investigado.

Todo o cenário envolvendo Aécio e diversos outros relacionados a crimes de corrupção, levantaram uma reflexão em mim sobre o papel do governo, do governante, do povo e da ética, sobretudo quando, em casos como esse, em que a lei se mostra insuficiente ou até mesmo impotente. Esse homem poderia ter sido presidente do país. Ainda é um senador. Seu comparsa, que entregou a delação mais comentada do momento, está refugiado nos Estados Unidos. Michel Temer ainda é presidente. Eu poderia estender essa lista infinitamente. Paulo Maluf foi condenado e voltou para a política, sendo bem aceito por seus eleitores, só para citar um caso de real condenação. O ex-presidente Lula também está sendo investigado, mas mesmo assim há quem o defenda com unhas e dentes para o cargo de presidente em 2018.

Quando uma nação inteira trabalha todo dia, paga seus impostos e contribui para sua sociedade, nada mais justo do que esses impostos e contribuições que, às vezes tornam a vida muito complicada, sejam usados para refletir benefícios para melhores condições de viver em seu país.  Cada valor pago carrega o custo do suor do trabalhador e deveria ser tratado com o respeito de se transformar em bem estar social, já que essa é a função do governo: liderar e transformar os recursos do povo em uma nação próspera e soberana.

Existe uma grande responsabilidade por parte dos políticos, já que o governo deve servir ao povo e não o contrário. Quando os governantes aplicam o fruto desse suor e trabalho de forma injusta, irresponsável, buscando o benefício próprio em detrimento do viver populacional, isso gera angústia, não só no cidadão, mas em toda a nação. A angustia está ligada à sensação de vazio quando se está em um estado negativo do direito de viver de cada ser humano. Ai está a conseqüência comum da corrupção.

“O povo não tem que temer seu governo, o governo é que tem que temer seu povo”. A citação retirada da adaptação cinematográfica da obra “V de Vingança” criada pelo quadrinista Alan Moore, ganhou as ruas junto da icônica máscara de Guy Fawkes nos protestos de 2013, onde cidadãos de todo o país foram às ruas para mostrar uma voz há muito esquecida pelo povo brasileiro. Infelizmente, essa voz parece ter se calado novamente, pois apesar de alguns focos isolados e tolas brigas partidárias, toda a sujeira que cria uma crosta de corrupção e crime que infecta o governo de nosso país, continua a se proliferar. Parece que criminosos que roubam milhões e comandam o país não são tão relevantes quanto alguns centavos a mais em uma passagem de ônibus.

Apesar da óbvia situação, o povo vira o rosto e aceita, mesmo quando lutaram tanto por alguns centavos. Percebe a repetição? Não é um partido, um caso, um político ou um cargo específico. A corrupção está em toda parte nas esferas governamentais. A Justiça, além de lenta, por inúmeras vezes fecha os olhos para a volta dessas mesmas figuras ao poder. Isso quando ela não é mudada, distorcida para criar uma forma “legal” de ser corrupto. Aécio Neves estava trabalhando intensamente nos bastidores do Congresso para aprovar uma lei de anistia ao caixa 2 eleitoral. Quando a lei é escrita pelo criminoso, a vítima sofre a pena. O povo só teme seu governo. Só passa fome, frio, trabalha como louco e deve a vida e a felicidade a esse tipo de pessoa. Não está na hora de tomar as rédeas e responsabilidade?

Onde está “o gigante adormecido”? A moral não é clara à nossa frente? Como indivíduos, conseguimos perceber nossa dignidade, nosso desejo pela felicidade ser tirada de nós a cada dia. E ainda assim na época de eleição, lá estão milhões votando nas mesmas pessoas, aceitando os mesmos crimes e erros. O país precisa de mudanças e elas precisam vir do povo, de seus cidadãos. A lei precisa mudar, assim como seu cumprimento. Porém, isso precisa partir da moral, da ética diária, pois os governantes não se importam.

Como a moral antecede a obrigação legal, é dela que parte a lei. Entenda, não estou incitando revoluções baseadas no conflito, mas buscando trazer os olhos a uma mudança de postura. A paz fere muito mais o poder do que a guerra. Essa é uma mudança de consciência que precisa partir do povo para o governo, da ética para a lei. Não é certo nem mesmo premiar Joesley por sua “delação premiada”, porque mais da metade do dinheiro do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento, que ele recebeu para expandir sua empresa, foi direcionado para fora do Brasil. Algo que era nosso e não vai voltar para nós na forma de nada, nem mesmo empregos. Só um homem se beneficiou. Ele expôs corruptos? Sim, mas não cometeu menos atos de corrupção por isso. Os mecanismos de governar as empresas no pais é todo errado. Só se tira do Brasil.

Nós não vivemos em uma ditadura, nós vivemos em uma democracia. Podemos usar isso a nosso favor, pois nada é mais legitimo do que o direito de escolher o nosso bem estar. Precisamos ser intolerantes para com o corrupto, para com o errado. É preciso se desviar dos discursos ideológicos que hipnotizam a massa. O discurso fanático que leva a população às urnas em favor de um bandido faz com que a própria massa crie uma blindagem para ele. Chega a parecer ficção, ou loucura, de tão imoral. O discurso leva o povo a criar justificativas para o mal cometido pelo corrupto. Constantemente o povo defende quem o oprime,

Não se percebe que o corrupto é uma ameaça ao país. Aquelas palavras são afrontas à felicidade e dignidade. A finalidade do governo não é fazer por si, e sim pelo coletivo. Não importa o que foi feito uma vez pelo político X, seu dever era fazer sempre, a corrupção não tem desculpa, não tem “foi só dessa vez”. É preciso honrar o presente, não tolerar o erro com fotos do passado. Usar a democracia a favor. Certa vez ao ler uma passagem de Einstein compreendi a importância de não honrar o homem e sim apenas a sua obra, porque a obra bem feita está feita. O mesmo homem que pode produzir obras boas poderá por algum motivo produzir obras que sejam ruins para o outro ou até mesmo para a sociedade. É ai a relevância de separar as honras que vão para o homem ou para a sua obra. Considerar esse cenário e distinguir estas duas formas de reconhecimento permite que discursos ideológicos sejam sempre evitados quando o homem produz obras más. O humano é composto de bem e mal, e não se deve ficar refém da oscilação dele. Pode levar tempo para que se prove que um ou outro fez ou deixou de fazer qualquer ato, mas sob a dúvida o povo deve assumir a responsabilidade de não confiar a ele nenhum cargo de poder até que seja esclarecida a justiça, e se culpado, ele deve ser banido de comandar a nação, seja em que cargo for.

As pessoas estão perdendo todo dia. O dever máximo do cidadão é levar sua voz, através da democracia, para a vida social, até que a ética do bem estar coletivo seja a lei. Aquele que prejudica o país não deveria ter direito de passar nem perto de um órgão de poder. Se a lei demora a fazer seu dever, cabe à ética levar a mudança à consciência do cidadão e através dela mudar o país.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

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EUA e Coréia do Norte: a falta de ética e a perda da humanidade

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Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos

Por Samuel Sabino

O mundo está à beira de um abismo. Pela primeira vez, desde a Guerra Fria, se considera com, risco real, o início de uma 3ª Guerra Mundial. A instabilidade, econômica e política, se deve principalmente ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Coréia do Norte. Recentemente, o chefe de estado da Coréia, Kim Jong-um, acusou os governos americano e sul-coreano de conspirarem para assassiná-lo.

Antes disso, a movimentação de um porta aviões americano para a Península Coreana foi encarada como uma provocação de guerra, sendo motivo de troca de ameaças entre as nações. Poderíamos escrever um livro com as informações sobre cada provocação e manobra realizadas pelos dois lados. Isso porque, as tensões podem ter se intensificado nos últimos meses, mas datam de muitas décadas.

A instabilidade se ampliou, em grande parte, por conta da subida de Kim Jong-un ao poder nos últimos anos e sua constante atitude provocativa. Para completar o quadro, as eleições norte americanas colocaram Donald Trump na Casa Branca, e este vem adotando cada vez mais posturas de incentivo ao conflito, já que ele prometeu “tornar a América grande novamente” e sua principal indústria é a da guerra.

Basicamente, a cada semana há uma nova atitude de provocação, ou de um lado ou de outro, todas imprudentes e que aproximam o mundo de um ponto de ruptura. Não coincidentemente, o início dos atritos entre Coréia do Norte e os EUA se iniciaram durante a Guerra Fria.

Na época, a Coréia se dividiu entre do Sul e do Norte, sendo uma parte apoiada pelos EUA e outra pela extinta URSS. Com líderes extremamente nacionalistas, ambos os lados começaram uma guerra para dominar sua outra parte e unificar o país, conflito esse que nunca terminou oficialmente, mesmo que hoje exista um cessar fogo motivado por receios de conflito com os aliados de cada Coréia.

Graças as mudanças geopolíticas, a Coréia do Norte se aliou à China, enquanto que a Coréia do Sul continuou sob proteção norte americana. Com a entrada dos programas nucleares da Coréia do Norte em cena, as tensões começaram a se ampliar até que nos dias atuais ameaçam iniciar a guerra nuclear que nunca se concretizou durante o último confronto entre os dois países.

Apesar desse conflito ter fatores históricos e muito antigos, a verdade é que os atritos só chegaram a esse ponto devido a total falta de ética dos atuais governantes de ambas as nações, algo que não era visto com tamanha proporção, desde a 2ª Guerra Mundial.

Atualmente, ele é considerado iminente justamente por causa da soberania de ambos os estados. Como a lei segue após a ética, ela considera apenas uma parte de uma postura digna. Quando a lei é criada pelo governo, raramente o governo é provado como criminoso, e todas as ações, inclusive provocativas para com outras nações, são consideradas legais e dentro da significância da soberania nacional.

O problema é que essas nações esquecem de levar em conta que a soberania nacional do outro país também existe e, por isso, não se pode fazer o que quiser. Na verdade, eles não se “esquecem”, apenas apontam armas nucleares uns para os outros e quem estiver no meio que seja dizimado por uma guerra pela qual não pediram.

Essa postura, sancionada pela lei, só poderia realmente ser parada se considerada a ética. A moral antecede a obrigação legal. A guerra nasce do abandono da moral, pois na guerra não se presa pela dignidade humana. É somente através da moral que se constrói a verdadeira humanidade e, quando se abandona isso, a lei é tudo que resta, os poderosos manipulam a lei a seu favor e o mais forte ganha sobre o mais fraco. Nos condicionamos ao mesmo patamar dos animais.

Foi em uma carta de Albert Einstein para Sigmund Freud, dois dos maiores pensadores de todos os tempos, que houve uma das mais importantes discussões sobre de onde vem a guerra e como impedi-la. A conclusão de ambos está justamente na aplicação da ética ao comportamento humano, de forma que ele se reflita no comportamento de uma nação.

É preciso abrir mão da liberdade de guerrear, para que haja a liberdade de viver. Ser humano é utilizar a capacidade de abstração, de evolução, para se libertar do instinto animal que presa pelo conflito e pelo controle do mais forte e fazer valer a igualdade advinda de um dos mais importantes instintos humanos, o de amar.

A ética é isso, aplicar racionalmente o amor à toda uma sociedade, pois se não é possível amar a todos, já que isso é utópico nesse estágio evolutivo do ser humano, aplicar o amor de forma racional, através do respeito ao outro, é a prática da moral, é a ética real.

A humanidade é algo que se constrói. Ela vem do esforço moral de conviver com o próximo respeitando sua dignidade. É somente através disso que se pode evitar a guerra. É uma atitude que começa e se encerra no indivíduo e se espalha para a sociedade à medida que se constroem humanos melhores.

Se os conflitos concretizarem uma 3ª Guerra Mundial, o mundo pode realmente regredir a épocas sombrias, onde a falta de ética pode levar a total perda da humanidade. A responsabilidade é de cada indivíduo na prática ética cotidiana.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

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Delito moral: a raiz da corrupção empresarial no “jeitinho brasileiro”

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Por Samuel Sabino

Nas redes sociais, na mídia e em todos os meios onde há voz, estão povoados de questionamentos, argumentações e até conflitos ligados ao que nós englobamos a esfera da corrupção. Haja vista os recentes escândalos envolvendo alimentos e operações da polícia federal.

O fato é que somos uma sociedade cada vez mais questionadora; inclinando nossa evolução rumo a um reflexo extremamente positivo. Um dos elementos centrais se dá pelo acesso à informação – que está cada vez mais fácil; e a postura de colocar pautas em discussão dentro do que é cotidiano como as redes sociais.

Estamos começando a aprimorar um processo de conscientização moral. Aos poucos afastamos nossos pensamentos de atitudes reprováveis que beiram a barbárie, porém ainda há um longo caminho a se percorrer. Isso porque muitas dessas posturas ainda estão ligadas às pessoas na forma de cultura. O famoso “jeitinho brasileiro” é algo cultural. O “malandro”, que aplica a antiga “lei de Gerson”, que busca levar vantagem em tudo, ainda é uma figura quase folclórica brasileira.

Não é a toa que dentro das empresas, de órgãos públicos, a preocupação com o benefício à curto prazo ainda é uma postura que leva à corrupção. O brasileiro é ensinado de pequeno que é errado ser deixado para trás, e que para evitar isso ele deve ser mais esperto e deixar os outros para trás antes. E é ai, nos pequenos delitos – nos “jeitinhos” -, que coisas que parecem pequenas e sem importância ganham o caráter das primeiras corrupções.

A raiz da corrupção não está ligada a qualquer golpe grande. A escala de um ato corrupto não pode ser medida apenas pelos milhões desviados, pelas milhões de pessoas afetadas. O ato mais simples tem repercussão e importância e planta raízes no que nem sempre é crime pela lei, mas muitas vezes é crime moral.

Um exemplo simples é o da procrastinação. Procrastinar não é algo que fere financeiramente ninguém na empresa, certo? Você conhece o tempo do seu trabalho; sabe que vai dar tempo para fazer tudo, então pode perder mais alguns minutos vendo um vídeo na internet, correto? Bom, na verdade se a sua empresa permite isso, então está mesmo certo.

Se a empresa reconhece que o bem estar do funcionário está ligado a essa liberdade de gerenciar o tempo; e que acredita que ele dará conta do trabalho e o fará melhor por poder relaxar, então isso não é uma postura errada. Agora, se a empresa não aprova isso; se ela até bloqueia a internet – mas o funcionário da um “jeitinho” através de qualquer ferramenta -, então não importa se o funcionário entrega tudo em dia – temos aqui um conflito de valor estabelecido.

A política da empresa proíbe aquilo; e mesmo que o funcionário terminasse todo o trabalho na metade do dia útil e ficasse “sem nada para fazer” mais 4 horas, não acessar o vídeo seria o correto. Ao driblar o sistema, o funcionário rouba da empresa. Rouba dela o tempo que ele vende como funcionário. Rouba dela recursos como banda de internet, energia elétrica. São valores ínfimos às vezes, mas ainda assim é um delito.

Talvez o chefe veja – saiba disso; o diretor também, assim como o dono. Talvez eles não se importem, porque também fazem isso. Mas nesse caso o certo seria alterar a política da empresa. De repente até liberar a internet. Mas enquanto a política não é alterada – mudança de valores – aquilo continua sendo um delito moral, mesmo que não seja reconhecível ou cobrado como delito legal – o ideal de uma boa política é aquela que as condutas apropriadas são antes passadas pelo crivo do acordo.

É nessas pequenas “tiradas de proveito” que nascem posturas de pensamento não refletido sobre o que é ético. É ai que começa a corrupção. Talvez precisemos rever metodologias de trabalho? Sim, é bem provável. Porém, enquanto isso não ocorre deve-se evitar o pequeno delito moral.

Tudo que começa a desrespeitar a postura ética, cresce como cultura para desrespeitar a postura legal. É assim que começa; e o fim está no mal-estar gerado a milhares de brasileiros que tem sua dignidade ferida através de “carnes podres”, fundos desviados e todas as outras grandes corrupções que mancham as páginas dos jornais.

Para mudar isso é preciso buscar uma compreensão profunda da ética. O meio empresarial é onde ela mais terá reflexo nos outros, mas ela sempre partirá de dentro da reflexão interna de cada pessoa. Empresas são grupos de pessoas em primeiro lugar e a moral está ligada ao modo de uma pessoa tratar a outra considerando o respeito ou responsabilidade acima de tudo.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

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Professor e Filósofo Samuel Sabino é fonte sobre ética empresarial

Acadêmico propõe reflexão sobre ética dentro do meio corporativo através de seu curso sobre Inner Compliance

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Por muitos anos reflexões sobre a ética se restringiram ao meio acadêmico. Dentro das organizações empresariais ela se limitava a um olhar superficial e cansativo, que na maior parte das vezes tornava tudo muito mais difícil de interiorizar através de uma real reflexão. Justamente por entender essa lacuna de compreensão muitas empresas caem em problemas que vão da organização interna, passam pela corrupção e acabam no mal atendimento a seus clientes. Identificando esse cenário, o professor e filósofo Samuel Sabino desenvolveu um curso de Inner Compliance com a proposta de trazer uma interiorização de conceitos éticos de forma lúdica e prática.

Sabino é graduado em filosofia, mestre em bioética e doutorando. Pela Anhembi Morumbi encontra-se cursando um MBA em gestão de Negócios. Atua como professor na escola de negócios da própria Anhembi. E agora abre a Éticas Consultoria para poder ofertar seu curso com intuito de trazer uma compreensão da ética ao mundo empresarial que realmente seja um divisor de águas. “Nossa proposta é levar às empresas uma solução que as ajude antes mesmo de problemas maiores existirem; práticas como a corrupção empresarial podem ser refletidas e evitadas quando se compreende verdadeiramente o papel da ética no meio corporativo”, ele relata.

Atuando no meio acadêmico o professor percebeu que havia uma lacuna de entendimento sobre a ética dentro das empresas, que fazia com que a prática fosse afetada, não por desconhecimento ou mesmo por falta de vontade, mas principalmente por uma não absorção da ética através de um nível superior de esclarecimento. “Não basta a consideração sobre o que é a lei. As posturas só mudam realmente quando há uma compreensão profunda da ética”. Foi baseado nessa proposta de valor, que ele fundou a Éticas.

A posposta do curso é simples, proporcionar uma melhora de relacionamento interno e externo nas empresas – interdependência -, que as possibilite oferecer um serviço melhor. O curso de quatro horas apresenta conceitos e propostas de discussão e reflexão através de sete estudos de caso que auxiliam a empresa observar cenários que realmente possam ser assimilado à sua conduta diária. “Hoje vivemos uma época em que as relações empresariais e cotidianas estão cada vez mais ligadas ao que é correto – as boas práticas”, conta Sabino, “O século XXI manifesta cada vez mais um estado de intolerância aos intolerantes”.

A conduta apropriada vem sendo observada e determinando o sucesso ou a queda de diversos profissionais, haja visto casos como a recente perda de patrocínio do canal Pewdiepie pela Disney. Os questionamentos não estão mais apenas nas qualidades das produções, pois produtos e serviços são quase garantidamente eficientes; o que determina a boa qualidade num todo é o fechamento com as relações humanas. “A ideia no trabalho com Inner Compliance é justamente trazer a ligação racional que as pessoas têm com a lei para uma esfera de conduta anterior, a da moral, algo que através de esclarecimento é possível”, explica Sabino.

O mercado empresarial agrega assim valor a toda a sua estrutura de recursos humanos. Sabino ainda apresenta um workshop gratuito de cerca de uma hora, fazendo uma introdução aos conceitos que serão trabalhados para que os empresários entendam a proposta do curso. Esse workshop pode ser solicitado a ele através de seu site. “O workshop ajuda a mostrar como a ética  que muitas vezes fica fechada ao meio acadêmico -, no seu âmbito mais útil  o da discussão e esclarecimento  não vem para a prática do mundo empresarial. Precisamos compreender que esse conhecimento é necessário nas empresas, podendo inclusive auxiliá-las no combate a práticas de corrupção”.

Forte abraço

Samuel Sabino

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O Mestre entre as Virtudes e os Vícios das Condutas – Compreendendo a Ética

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Filme: Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera

Na Grécia antiga a preocupação dos gregos estava na formação do homem virtuoso (apesar do vídeo tratar-se de uma cultura budista o intuito é revelar a condição humana). É exatamente nesse ponto que começamos a compreender que a Ética ganha o seu verdadeiro espaço. Nossas condutas estão ora em virtudes, ora em vícios.

A passagem de um estado para o outro é a própria manifestação da Ética. Quando nos encontramos em condutas viciosas é a Ética – como ciência – que fará o papel de observar e propor aquilo que chamaríamos de boa conduta ou conduta virtuosa.

No entanto, superando o discurso da obviedade, o vídeo nos mostra que é muito provável que nós seres humanos venhamos a nascer viciosos. Por um único motivo; nascemos humanos, mas precisamos buscar a nossa humanidade. Note então que entre o humano e a humanidade está em mesma medida a saída dos vícios para as virtudes.

Superar o discurso da obviedade quer dizer que tanto a Ética como a própria virtude não é uma condição natural da existência do homem, mas uma condição que se conquista em um processo contínuo de esclarecimento, assim como afirmara o filósofo Immanuel Kant em seu texto intitulado “O que é Esclarecimento”.

No processo que se conquista – esclarece – o universo das relações humanas, ao mesmo tempo quebra-se o discurso da obviedade e por sua vez a banalização do tema. Percebemos que ao falar sobre a Ética, vamos desbanalizando e ganhando autonomia e responsabilidade sobre si mesmo e sobretudo o outro.

O papel do mestre revela exatamente esse momento. Ele reconhece a conduta viciosa do garoto – condição natural de sua própria existência – e na qualidade de tutor o esclarece e o emancipa sobre sua conduta inapropriada. Nesse caso foi usado o caminho da antipatia X empatia.

O entendimento da ética entre vícios X virtudes se revela também no discurso entre antipatia X empatia.

Muitas vezes não agimos com responsabilidade nas relações simplesmente porque não foi caracterizado na relação a empatia. Quando o mestre sensibiliza o pequeno garoto a sair de seu estado de antipatia – em relação aos animais – para o estado de íntima compaixão, ou seja, colocar-se no lugar do outro, o estado vicioso se extirpa para dar lugar a futuras condutas virtuosas.

No entanto, vale ressaltar que mesmo atingindo essa condição de empatia, o discurso ou conduta Ética não será garantido para as próximas relações, pois mesmo com a nova experiência de empatia o garoto terá sempre que se convidar a responsabilidade da conduta Ética. Dizendo e se convidando sempre a seguinte questão: – Estou eu disposto mais uma vez agir com responsabilidade diante deste novo fato? Quero eu nesse momento ser responsável?

Por fim, a Ética é para o homem um eterno convite. Por outro lado, a sua liberdade lhe dará o direito a se convidar ou não a Ética; seja por empatia ou pelo simples princípio de ser ético.

Forte abraço

Samuel Sabino

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