O Mestre entre as Virtudes e os Vícios das Condutas – Compreendendo a Ética

Éticas Consultoria

Empresa de Consultoria Comportamental em Ética e Desenvolvimento em Recursos Humanos


Filme: Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera

Na Grécia antiga a preocupação dos gregos estava na formação do homem virtuoso (apesar do vídeo tratar-se de uma cultura budista o intuito é revelar a condição humana). É exatamente nesse ponto que começamos a compreender que a Ética ganha o seu verdadeiro espaço. Nossas condutas estão ora em virtudes, ora em vícios.

A passagem de um estado para o outro é a própria manifestação da Ética. Quando nos encontramos em condutas viciosas é a Ética – como ciência – que fará o papel de observar e propor aquilo que chamaríamos de boa conduta ou conduta virtuosa.

No entanto, superando o discurso da obviedade, o vídeo nos mostra que é muito provável que nós seres humanos venhamos a nascer viciosos. Por um único motivo; nascemos humanos, mas precisamos buscar a nossa humanidade. Note então que entre o humano e a humanidade está em mesma medida a saída dos vícios para as virtudes.

Superar o discurso da obviedade quer dizer que tanto a Ética como a própria virtude não é uma condição natural da existência do homem, mas uma condição que se conquista em um processo contínuo de esclarecimento, assim como afirmara o filósofo Immanuel Kant em seu texto intitulado “O que é Esclarecimento”.

No processo que se conquista – esclarece – o universo das relações humanas, ao mesmo tempo quebra-se o discurso da obviedade e por sua vez a banalização do tema. Percebemos que ao falar sobre a Ética, vamos desbanalizando e ganhando autonomia e responsabilidade sobre si mesmo e sobretudo o outro.

O papel do mestre revela exatamente esse momento. Ele reconhece a conduta viciosa do garoto – condição natural de sua própria existência – e na qualidade de tutor o esclarece e o emancipa sobre sua conduta inapropriada. Nesse caso foi usado o caminho da antipatia X empatia.

O entendimento da ética entre vícios X virtudes se revela também no discurso entre antipatia X empatia.

Muitas vezes não agimos com responsabilidade nas relações simplesmente porque não foi caracterizado na relação a empatia. Quando o mestre sensibiliza o pequeno garoto a sair de seu estado de antipatia – em relação aos animais – para o estado de íntima compaixão, ou seja, colocar-se no lugar do outro, o estado vicioso se extirpa para dar lugar a futuras condutas virtuosas.

No entanto, vale ressaltar que mesmo atingindo essa condição de empatia, o discurso ou conduta Ética não será garantido para as próximas relações, pois mesmo com a nova experiência de empatia o garoto terá sempre que se convidar a responsabilidade da conduta Ética. Dizendo e se convidando sempre a seguinte questão: – Estou eu disposto mais uma vez agir com responsabilidade diante deste novo fato? Quero eu nesse momento ser responsável?

Por fim, a Ética é para o homem um eterno convite. Por outro lado, a sua liberdade lhe dará o direito a se convidar ou não a Ética; seja por empatia ou pelo simples princípio de ser ético.

Forte abraço

Samuel Sabino

Filósofo e Bioeticista

Éticas Consultoria

www.eticas.com.br

 

Publicado por: www.informamidia.com.br/ – Empresa de Assessoria de Imprensa

Canal no You Tube: Éticas Consultoria

https://www.youtube.com/channel/UCzjnlMh7LBpUVkhieRDrOHw

 

 

Publicado por

Samuel Sabino

SAMUEL SABINO CEO DA ÉTICAS CONSULTORIA Graduado em Filosofia pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-Graduação em Bioética; Mestre em Bioética; Doutorando em Bioética. Atualmente é professor da Universidade Anhembi Morumbi.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *